Postagens

Mostrando postagens com o rótulo literatura

Entre a literatura e a pedagogia, O cozinheiro e os ratos é o novo livro de Betto Ferreira

Imagem
  Capa do livro O cozinheiro e os ratos (divulgação) “Costumo dizer que a gente não escreve livros. A gente escreve textos e os transforma um dia em livros se for o caso e desejo”. É assim que o autor Betto Ferreira responde quando perguntado como se faz para escrever um livro. E é o que aconteceu mais uma vez com o quarto título do autor na  plataforma Uiclap , O cozinheiro e os ratos e outras fábulas amorais . São14 fábulas, umas escritas já há algum tempo, outras mais recentes, as quais ele decidiu publicar no formato de livro a pedido de amigos leitores. O subtítulo tem uma explicação: uma das características marcantes do gênero na antiguidade, as fábulas de Ferreira não têm a pretensão de serem moralistas. Parafraseando Nietzsche, segundo o autor, a moral não passa de falsa interpretação da vida. “Isso deixo a cargo do leitor”, disse, ao ressaltar que alguns foram escritas como recurso didático-pedagógico.  Ferreira é professor de Língua Portuguesa na educação b...

Livro Contos Pessimistas de Betto Ferreira ganha nova versão pela UICLAP

Imagem
Contos Pessimistas, primeiro livro de contos do professor Betto Ferreira, foi publicado em nova versão, desta vez pela UICLAP.  Inclusive com nova capa, o livro está à venda na loja online da editora desde julho. Segundo o professor, a nova versão está mais coerente com o projeto inicial. “Achei melhor retirar as quatro fábulas que compunha a primeira versão pulicada pela Livrus em 2016”, disse. Segundo ele, as fábulas farão parte de outro projeto que será publicado em breve, com textos inteiramente do gênero. Apesar da retirada dos textos, a nova versão do livro foi aumentado em mais cinco páginas (152). Também   na modalidade física, a nova versão  pode ser adquirida na loja online da editora. Confira.

O ratinho que se achava feio

Imagem
  Lembra-se da estorinha do patinho feio? Aquele que era menosprezado pelos outros por ser diferente? E depois descobriu que, na verdade, não era pato coisa nenhuma, mas sim um lindo cisne? Pois bem! Esta estória é do ratinho feio. Ou melhor, do ratinho que se achava feio, porque era ele que se achava e não os outros. Os irmãos ratinhos, o pai e a mãe ratos até que tentavam fazê-lo se sentir bem à vontade no bando. Mas ele não se perdoava por ser estranhamente “feio”. - Veja, eu tenho espinhos ao invés de pelos! Dizia ao ouvir os apelos dos ratinhos e da ratazana. - E nem sequer gosto de queijo! - Mas quem disse que nós, os ratos de esgoto, gostamos de queijo, filho! Interferiu o velho e sábio camundongo, patriarca da ninhada, que ouvia a conversa e o tentou demovê-lo do oposto: - Comemos quando não encontramos o que de melhor comer. O pai rato também interviu: - Gostamos mesmo é de uma boa fruta, um delicioso pedaço de bife... - Ah, tá bom! Então me digam: po...

Um drama do demônio

Imagem
Quem é professor de literatura sabe (talvez dissimule, mas sabe, sim) como é difícil introduzir os estudos do gênero dramático (teatro) num primeiro ano de Ensino Médio. Mais ainda, se ficarmos só com o que os livros didáticos nos dão. Gil Vicente e suas farsas e autos em português arcaico se torna um drama real (com perdão do trocadilho) para a maioria dos jovens alunos. Insisti por algum tempo, mas não deu. A coisa não fruía. Fui à caça de obras do gênero em linguagem moderna. Eu tinha de fazer algo novo. E o novo eram ao autores modernos. Não me faltaram opções. Entre tantas encontrei também O Santo Inquérito , de Dias Gomes, publicado pela primeira vez em 1966. O texto chega a ser até ingênuo, embora de uma proposta teatral enriquecedora, o que me levou a sugeri-lo entre as leituras para os primeiros anos. A obra certa para o ensinar certo, pensei. Um belo exemplo de drama (atos, rubricas e indicações cênicas singulares), o conflito entre religião, fé e pecado (tema r...

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA

O MUNDO DE ANNE FRANK