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Questão de ponto de vista

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Primeiro, foi um livro de história que trazia um capítulo sobre a Revolução cubana. Depois foi o livro de Monteiro Lobato, As caçadas de Pedrinho. Teve ainda a revista Brasil sem Homofobia, chamada de “kit gay”. Mais recentemente o problema foi o l ivro Viver e aprender, por uma vida melhor .  Disseram que ele ensina o menino a falar errado. Fui ler o livro. Descobri que o problema estava no capítulo que trata da variedade popular da Língua (traço comum de todas as Línguas vivas do mundo). O capítulo não ensina a falar “errado”, mas a pensar a Língua como algo vivo e dinâmico, como algo que varia sem perder a sua essência que é a comunicação entre os falantes de uma língua, como e por que nos fazemos entender com ela. Todos os dias muitos meninos e meninas se perguntam por que se deve falar “assim ou assado” para querer dizer determinada “coisa”.  A escola não pode, não deve, privar o aluno desta curiosidade. Seria uma espécie de imposição normativa, "ditadura da lingu...

REVISTA DO BRASIL DENUNCIA PROBLEMAS E ESCÂNDALOS NA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO

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Capa da edição de nº 34 da Revista do Brasil Resultados recentes de métodos que avaliam a educação no Brasil, como o Enem, mostram que em São Paulo a situação é lastimável, principalmente por ser este o estado mais rico da federação. Em sua edição nº 34 (abril/2009), a Revista do Brasil revela duas facetas do governo paulista que podem explicar o mal rendimento escolar dos alunos no estado. Com o título “Professores à deriva”, a reportagem, assinada por Thiago Domenici, revela a deprimente situação dos professores Admitidos em Caráter Temporário, os chamados ACTs, verdadeiros “nômades” da educação que, conforme levantou a resvista, deveriam ser chamados apenas em caráter emergencial. De acrodo com Maria Isabel de Almeida, doutora em didática pela USP, citada na reportagem, a função se tornou permanente porque a vulnerabilidade desses profissionais atende melhor aos interesses do sistema educacional. A revista revela que o estado tem em torno de 230 mil educadores, dos quais, 1...

Sérgio Haddad pede pela descriminalização do professor

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Mês passado, o resultado de uma avaliação aplicada aos professores temporários de São Paulo, cujo objetivo inicial era integrar um dos critérios para contratação, serviu na verdade para o Governo do Estado revelar à opinião pública o verdadeiro culpado pela situação precaria da educaçao pública paulista: o pr ofessor. Segundo o Governo, dos 24o mil professores avaliados, cerca de 40% dos que ficaram abaixo da média não conseguiram pontuar. A Folha de São Paulo, jornal que tem se mostrado parcial em favor do Governo paulista, estampou em manchete do dia seguinte ao resultado: "Porfessor nota zero". Mas houve quem desconfiasse da atitude do governo e da Folha. Entre as várias personalidades que reagiram a superficialidade dada ao tema, está o doutor em educação Sérgio Haddad (foto). Em um belo artigo, publicado inicialmente pela Agência Brasil de Fato, depois repetido em outras mídias alternativas, Haddad, que também é diretor presidente do Fundo Brasil de direitos Humanos, ch...

Acordo ortográfico: reforma ou unificação?

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Sancionado este ano pelos países do bloco lusofônico - aqueles que têm o português como idioma oficial -, o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa tem causado uma grande confusão entre nós brasileiros. A dúvida mais comum é se o acordo significa uma reforma total da Língua. Não. Nem poderia ser assim, conforme bem esclarece a professora Regina Helena Pires de Brito (foto) do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Mackenzie de São Paulo. Segundo a professora, o acordo, que entrará em vigor no próximo ano, trata-se apenas da "unificação" de alguns aspectos do sistema gráfico da Língua (modalidade escrita), como as regras da acentuação gráfica e o uso do hífen. Nesse sentido, o acordo não tem caráter de reforma porque não interfere na identidade lingüística dos falantes nem dos Países, como o sotaque e a semãntica. Clique aqui e leia a opinião da professora em entrevista ao site Conexão Professor.

Ministro argentino: a escola deve formar as bases do pensamento científico

Em entrevista a Ricardo Prado, repórter da revista Carta Capital , Juan Carlos Tedesco , Ministro da Educação da Argentina, aborda de forma muito inteligente o dilema vivido por estudantes e professores do ensino médio diante de um mundo que se reinventa continuamente. Para o Ministro, é claro que a escola deve estar sempre atenta às mudanças mundiais, mas isso não significa dizer, diz ele, que ela deva se submeter a um processo de mudanças constantes como se vê no mundo. Segundo Tedesco, o que a escola precisa fazer é preparar seus alunos para as mudanças. Para isso, a escola deve formar no aluno o que ele chama de “núcleo duro” e estável do conhecimento - as regras básicas do pensamento científico como a demonstração, a prova empírica ou a experimentação - com o qual, afirma Tedesco, o aluno sempre conseguirá incorporar o novo. Nesse sentido, cabe a escola transmitir a predisposição de se estar permanentemente perguntando: “o que há de novo?” Com relação à obrigatoriedade da escol...

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA

O MUNDO DE ANNE FRANK