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Yes, we speaker english!

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Uma pesquisa apontou e a imprensa, atenta ao gosto brasileiro pelo fracasso do brasileiro, alardeou com satisfação: como se não bastasse sermos sofríveis em português, somos péssimos também em inglês. Em termos de fluência da língua saxão, conforme a pesquisa, nós ficamos em último entre os cinquenta e poucos países pesquisados. Ufa! Que alívio, pelos menos estamos a frente da maioria dos países do mundo. Do contrário, talvez até já tivéssemos perdido o status de gente. Para a imprensa, no entanto, a pesquisa só confirma o nosso atraso, a nossa pobreza de povo. Povo que não fala a língua universal (status dado ao código linguístico do Tio Sam) é medíocre, em especial, quando este povo vai sediar a próxima Copa do Mundo, as Olimpíadas e luta desesperadamente por uma cadeira permanente no conselho da ONU. Não falar inglês é imperdoável. No dia em que a TV deu a notícia da pesquisa, minha filhinha de cinco anos estava comigo. Sua reação foi surpreendente: “Papai...

A ferradura, o casco e os sapatos

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Sabe por que o cavaleiro coloca a ferradura no casco do cavalo? Para preservá-lo diante do duro asfalto ou da estrada de pedra moldada. É o que fazemos também com nossos pés: os protegemos com sapatos ou chinelos para não machucá-los na aspereza asfáltica. Mas do que cavalo gosta mesmo é de sair por aí correndo livremente, sentido a maciez da relva e a textura da terra, a relinchar feliz, ao gosto da liberdade, com todo risco que a natureza lhe reserva. Caso tropece e caia, a naturalidade do tombo não deixará marcas, certamente: todo tropeço é natural. É assim com a língua. Nós, os cavaleiros, temos de protegê-la com uma ferradura: as normas (gramática). Principalmente quando o caminho é de asfalto formal e cheio de marcas que regram o fluxo. Precisamos usar a língua com  cuidado para não ferirmos o casco do cavalo, senão cavalos sem ferraduras seremos para muitos. O não uso da ferradura é sinal de constrangimento, de enverg...

Professores inúteis e sem amor: fui um deles

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De tanto ouvir falar que educação é prioridade, eu passei um bom tempo da vida quase me convencendo de que era verdade. Mas não é que recentemente volei a ouvir alguns dos velhos chavões que colocam a profissão de professor como algo desnecessário, irrelevante e/ou sacerdotal. E por pessoas que deveriam, pela função que exercem, serem mais cuidadosas a fim de que o que diz não vire norma e/ou pre-conceito. "Os professores são inúteis, só reclamam" , dito por um nobre vereador de uma importante cidade interiorana. "Os professores deveriam ensinar por amor e não por dinheiro" , dito por um governador de Estado. O primeiro afirmou sua verdade através de uma página de relacionamento da internet, usando como argumentos as queixas dos alunos e pais de que os professores não vão à escola e quando vão não dão aula. A verdade do outro foi dito à imprensa mesmo, com todo o poder que o cargo de governador lhe confere, diante das reivindicações dos professores em gre...

Questão de ponto de vista

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Primeiro, foi um livro de história que trazia um capítulo sobre a Revolução cubana. Depois foi o livro de Monteiro Lobato, As caçadas de Pedrinho. Teve ainda a revista Brasil sem Homofobia, chamada de “kit gay”. Mais recentemente o problema foi o l ivro Viver e aprender, por uma vida melhor .  Disseram que ele ensina o menino a falar errado. Fui ler o livro. Descobri que o problema estava no capítulo que trata da variedade popular da Língua (traço comum de todas as Línguas vivas do mundo). O capítulo não ensina a falar “errado”, mas a pensar a Língua como algo vivo e dinâmico, como algo que varia sem perder a sua essência que é a comunicação entre os falantes de uma língua, como e por que nos fazemos entender com ela. Todos os dias muitos meninos e meninas se perguntam por que se deve falar “assim ou assado” para querer dizer determinada “coisa”.  A escola não pode, não deve, privar o aluno desta curiosidade. Seria uma espécie de imposição normativa, "ditadura da lingu...

REVISTA DO BRASIL DENUNCIA PROBLEMAS E ESCÂNDALOS NA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO

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Capa da edição de nº 34 da Revista do Brasil Resultados recentes de métodos que avaliam a educação no Brasil, como o Enem, mostram que em São Paulo a situação é lastimável, principalmente por ser este o estado mais rico da federação. Em sua edição nº 34 (abril/2009), a Revista do Brasil revela duas facetas do governo paulista que podem explicar o mal rendimento escolar dos alunos no estado. Com o título “Professores à deriva”, a reportagem, assinada por Thiago Domenici, revela a deprimente situação dos professores Admitidos em Caráter Temporário, os chamados ACTs, verdadeiros “nômades” da educação que, conforme levantou a resvista, deveriam ser chamados apenas em caráter emergencial. De acrodo com Maria Isabel de Almeida, doutora em didática pela USP, citada na reportagem, a função se tornou permanente porque a vulnerabilidade desses profissionais atende melhor aos interesses do sistema educacional. A revista revela que o estado tem em torno de 230 mil educadores, dos quais, 1...

O MUNDO DE ANNE FRANK