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O babuíno que queria ser rei

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                                                                                            De repente, as florestas de todo o mundo foram tomadas de surpresa. De longe chegara a notícia de que em Brazirquia, uma floresta distante, o leão desistira de continuar sendo rei. Estava desgostoso do oficio já que muitas eram as responsabilidades que o poder não compensava. Queria era poder andar livremente pelas savanas da África, de preferência rodeado de leoazinhas. Era o seu grande barato. Mas o problema era que em Brazirquia não havia mais leões. - O que fazer! Perguntou um preocupado leão do norte. Como se tratava do reino de uma floresta, ainda que distante, melhor prevenir do que remediar, conforme clichejou um outro leão, o mais velho de todos.  A questão...

O ratinho que se achava feio

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  Lembra-se da estorinha do patinho feio? Aquele que era menosprezado pelos outros por ser diferente? E depois descobriu que, na verdade, não era pato coisa nenhuma, mas sim um lindo cisne? Pois bem! Esta estória é do ratinho feio. Ou melhor, do ratinho que se achava feio, porque era ele que se achava e não os outros. Os irmãos ratinhos, o pai e a mãe ratos até que tentavam fazê-lo se sentir bem à vontade no bando. Mas ele não se perdoava por ser estranhamente “feio”. - Veja, eu tenho espinhos ao invés de pelos! Dizia ao ouvir os apelos dos ratinhos e da ratazana. - E nem sequer gosto de queijo! - Mas quem disse que nós, os ratos de esgoto, gostamos de queijo, filho! Interferiu o velho e sábio camundongo, patriarca da ninhada, que ouvia a conversa e o tentou demovê-lo do oposto: - Comemos quando não encontramos o que de melhor comer. O pai rato também interviu: - Gostamos mesmo é de uma boa fruta, um delicioso pedaço de bife... - Ah, tá bom! Então me digam: po...

Novo livro do prof. Betto Ferreira aborda educação por meio de crônicas

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Publicação independente com o selo da editora Uiclap, o livro Pedagogia da Indisciplina: crônicas de sala de aula reúne uma antologia de crônicas “supostamente pedagógicas”, conforme o próprio autor, o professor Betto Ferreira.  A intenção não é ditar um manual de pedagogia (“longe disso”, diz), igual a muitos que existem à disposição do leitor, mas registrar certos fatos e ocorrências vivenciados dentro da sala de aula e no entorno dela, sem ser enfadonho no jeito de dizer. Modéstia do autor à parte, as crônicas aqui reunidas não só não são enfadonhas como são literariamente ricas, tanto no estilo quanto no abordagem despretensiosa do assunto. E por mais que não seja esta a intenção,  de forma simples e corajosa,  dizem muito do ambiente escolar que temos no nosso país. Além disso, a obra é particularmente interessante por trazer a visão do professor (a), quase nunca ouvido (em especial nos dias de hoje) e cujo valor social merece ser resgatado. "Não deixa de ser tam...

A águia, as codornas e a aparência

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Também conhecidas como codornas, as codornizes são aves muito dóceis, porém precavidas. Uma de suas maiores precauções, dizem, é com a segurança. Por isso, nunca voam sozinhas. Isso mesmo: exceto aquelas que vivem em cativeiro,  embora não pareça,  as codornas voam e voam muito bem. Mas não é do voo das codornas que esta fábula versará, e sim de como buscam se proteger dos predadores. Certa vez, um casal de codornas, do tipo amarela, teve três lindas codorninhas. Uma delas nem sequer falava de tão pequena. A mãe codorna logo se deu conta de que precisava arranjar comida para alimentar os filhotes. Precavida, foi comunicar a necessidade as saltitantes avezinhas: - Papai e mamãe vão buscar comida. Não tentem voar! - Sim, mamãe. A codorna pai também, também precavido, se aproximou das pequenas aves e disse: - Ah, tenham cuidado com certos bichos estranhos! Em especial aqueles que costumam parecer fofinhos só para nos enganar. As aparências enganam Também já se...

Duas margens de um rio

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  Sentado à margem do rio, o menino lembrava-se do que ouvira do pai tantas vezes: - Se você quer chegar à outra margem, como eu, comece a construir seu próprio barco. Ao voltar para casa, prometeu a ele mesmo: ia construir seu próprio barco. No dia seguinte, depois de terminadas as tarefas, que ficaram para ele todos os dias – primeiro o curral, as galinhas, depois os porcos - voltou à margem do rio. Arrumou o local, próximo à margem, cortou madeiras e arranjou cordas. No outro dia, deu início a construção. Lá pela terceira semana de trabalho, quando voltava da busca por mais matéria-prima para construir o barco, notou a presença de um estranho, em pé, a admirar a paisagem. Era outro menino, mais ou menos de sua idade, só que um pouco maior e bem vestido. O menino que construía o barco, no entanto, não se sentiu incomodado com aquela presença, apenas achou estranho, e retomou o trabalho. Depois de um tempo, o estranho menino virou-se e perguntou, ao vê-lo mexendo com...

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA

O MUNDO DE ANNE FRANK