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Livro Contos Pessimistas de Betto Ferreira ganha nova versão pela UICLAP

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Contos Pessimistas, primeiro livro de contos do professor Betto Ferreira, foi publicado em nova versão, desta vez pela UICLAP.  Inclusive com nova capa, o livro está à venda na loja online da editora desde julho. Segundo o professor, a nova versão está mais coerente com o projeto inicial. “Achei melhor retirar as quatro fábulas que compunha a primeira versão pulicada pela Livrus em 2016”, disse. Segundo ele, as fábulas farão parte de outro projeto que será publicado em breve, com textos inteiramente do gênero. Apesar da retirada dos textos, a nova versão do livro foi aumentado em mais cinco páginas (152). Também   na modalidade física, a nova versão  pode ser adquirida na loja online da editora. Confira.

O labrador, o galo metido a valente e a raposa, a esperta

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Desprezado pelas galinhas, que estavam fartas de suas batidas de asas e canto misóginos, o galo resolveu abandonar o galinheiro. Ia tentar cantar em outros terreiros. - Afinal, galo que não canta não encanta. Para alívio das penosas, partiu ao raiar de um novo dia sem se despedir. Depois de muito caminhar, pois voar não conseguia, resolveu pernoitar numa velha palhoça de caçadores que, a princípio, parecia abandonada. Ao entrar, bicou dois filhotes de calango-verde e outro de camundongo que saíram depressa.   Ainda era um galo forte e valente, pensou. Na verdade não passava de um ganizerzinho, filho de uma ciscadora. Procurou o canto, que não veio, e foi dormir, pois já era quase noite.   No outro dia, porém, ao em vez de despertar com um belo canto, foi despertado por um bravo labrador que ali fazia morada. Na coleira constava uma estrela de xerife - o que deixou o pobre do pedrês ainda mais assustado. Tentou contemporizar, mas parou imediatamente ao ver os cani...

O babuíno que queria ser rei

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                                                                                            De repente, as florestas de todo o mundo foram tomadas de surpresa. De longe chegara a notícia de que em Brazirquia, uma floresta distante, o leão desistira de continuar sendo rei. Estava desgostoso do oficio já que muitas eram as responsabilidades que o poder não compensava. Queria era poder andar livremente pelas savanas da África, de preferência rodeado de leoazinhas. Era o seu grande barato. Mas o problema era que em Brazirquia não havia mais leões. - O que fazer! Perguntou um preocupado leão do norte. Como se tratava do reino de uma floresta, ainda que distante, melhor prevenir do que remediar, conforme clichejou um outro leão, o mais velho de todos.  A questão...

O ratinho que se achava feio

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  Lembra-se da estorinha do patinho feio? Aquele que era menosprezado pelos outros por ser diferente? E depois descobriu que, na verdade, não era pato coisa nenhuma, mas sim um lindo cisne? Pois bem! Esta estória é do ratinho feio. Ou melhor, do ratinho que se achava feio, porque era ele que se achava e não os outros. Os irmãos ratinhos, o pai e a mãe ratos até que tentavam fazê-lo se sentir bem à vontade no bando. Mas ele não se perdoava por ser estranhamente “feio”. - Veja, eu tenho espinhos ao invés de pelos! Dizia ao ouvir os apelos dos ratinhos e da ratazana. - E nem sequer gosto de queijo! - Mas quem disse que nós, os ratos de esgoto, gostamos de queijo, filho! Interferiu o velho e sábio camundongo, patriarca da ninhada, que ouvia a conversa e o tentou demovê-lo do oposto: - Comemos quando não encontramos o que de melhor comer. O pai rato também interviu: - Gostamos mesmo é de uma boa fruta, um delicioso pedaço de bife... - Ah, tá bom! Então me digam: po...

Novo livro do prof. Betto Ferreira aborda educação por meio de crônicas

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Publicação independente com o selo da editora Uiclap, o livro Pedagogia da Indisciplina: crônicas de sala de aula reúne uma antologia de crônicas “supostamente pedagógicas”, conforme o próprio autor, o professor Betto Ferreira.  A intenção não é ditar um manual de pedagogia (“longe disso”, diz), igual a muitos que existem à disposição do leitor, mas registrar certos fatos e ocorrências vivenciados dentro da sala de aula e no entorno dela, sem ser enfadonho no jeito de dizer. Modéstia do autor à parte, as crônicas aqui reunidas não só não são enfadonhas como são literariamente ricas, tanto no estilo quanto no abordagem despretensiosa do assunto. E por mais que não seja esta a intenção,  de forma simples e corajosa,  dizem muito do ambiente escolar que temos no nosso país. Além disso, a obra é particularmente interessante por trazer a visão do professor (a), quase nunca ouvido (em especial nos dias de hoje) e cujo valor social merece ser resgatado. "Não deixa de ser tam...

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA

O MUNDO DE ANNE FRANK