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"O voo da tartaruguinha" ganha versão infantojuvenil em livro próprio

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Capa da versão infantojuvenil de O voo da tartaruguinha O conto O voo da tartaruguinha , publicado originalmente na coletânea Contos pessimistas (Livrus, 2016), ganhou uma versão solo para o público infantojuvenil. Além da síntese narrativa, a publicação conta com ilustrações coloridas criadas pelo próprio autor, o prof. Betto Ferreira. Segundo o professor, a iniciativa de reescrever o texto é resultado de pedidos de amigos professores e especialistas da educação que consideraram a narrativa original um tanto inadequada para crianças em fase de alfabetização, as quais, segundo os professores, também deveriam ter contato com o texto. Idade penal A versão original da fábula, entretanto, ressaltou o professor, deu-se em um contexto muito peculiar da época em que fora escrita. “Eu trabalhava com os anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio e resolvi reagir diante da ausência de textos com a temática da diminuição da idade penal que pairava na sociedade à época. Daí pensei em um...

O fiel capataz e a andorinha

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O fiel capataz e a andorinha Ilustração do autor Betto Ferreira Era uma manhã de sol de São Sebastião, o padroeiro dos rebanhos. Antes de ir ao alpendre da casa grande falar aos agregados, como sempre fazia em tal ocasião, o fazendeiro percebeu uma agitação diferente. E não era de expectativa. Chamou um dos capatazes, o de maior confiança, e pediu a este em segredo: - Veja o que se passa! Assim fez o capataz. Disfarçado, se meteu no meio dos agregados que  ali já  estavam  há um bom pedaço de tempo à espera do que o patrão tinha para lhes dizer. - A mesma lorota de sempre! - Agradecer o santo. - E a nós que bom, nada. - Nem sequer “muito obrigado”. Aqui e acolá, o capataz sentia o desconforto dos agregados que eram muitos, entre homens e mulheres descontentes. Todos vividos ali desde a origem, assim como ele. E que, certamente, assim como ele, sequer conheciam outras terras. Verdades que tantas vezes também sentiu vontade de dizer. Mas, diferentemente dos ...

Educação e pandemia: oportunidade para a transgressão por meio da crítica*

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                                   A traição das imagens (1929) de René Magritte Conhecer o momento atual, em todos os seus aspectos (sociocultural e econômico), acaba por nos levar a conhecer também, e necessariamente, nosso passado, sobretudo o recente – eu diria pelo menos as quatro últimas décadas - o que nos levará a pensar, também, se a pandemia do Covid-19 foi ou não um acaso da história.             A meu ver, acaso ou não, a pandemia foi um golpe no sistema que historicamente pretende parecer-ser socialmente homogêneo. Testemunhamos mais uma vez que os acasos humanos, que nem sempre surgem em forma de catástrofes naturais, têm servido muito mais a uns (poucos) que a muitos outros – e aqui talvez resida a Pedagogia Cruel do Vírus, levantada por Boaventura de Sousa Santos. Novamente ratificamos em nosso tempo que somos ...

Se a educação é um direito de todos, por que só os professores que se virem?

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Fonte: ncst.org.br              Que a educação escolar é um direito de todo cidadão, em especial das crianças, dos jovens e dos adolescentes, disso ninguém duvida. Agora, se é assim, por que os professores e educadores não fazem parte do pacote desse direito? Por que nós, professores e educadores, não somos igualmente importantes quando se fala em educação escolar, em especial a pública e de qualidade, tão defendida como um direito absoluto e fundamental. Ora, educação escolar não se realiza somente com e pela boa vontade do aluno em aprender (bom se fosse assim, né?). É preciso o professor para que este cumpra a função de agente da interação do aluno com o que a escola tem para ensinar - aquilo que os especialistas têm chamado de competências e habilidades. Se a educação escolar é de fato um direito de todos e é de fato importante para todos, os professores/educadores, responsáveis diretos pelo fazer educacional de todos, deveriam ser igu...

Professor Betto Ferreira publica livro infantil em homenagem ao time do coração

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A história de um menino que adorava mais o futebol que a bola. Um dia, com a ajuda do tio, descobriu aquele que seria o seu time do coração. Esta é a síntese do primeiro livro infantil do professor Betto Ferreira,  Beruca e o Alvinegro da Estrela Vermelha. Segundo o autor, trata-se de um projeto literário antigo, cuja realização coincidiu com as comemorações de aniversário do clube pelo qual torce: o Botafogo da Paraíba. O Belo, como também é conhecido o Alvinegro da Estrela Vermelha de João Pessoa, completa 90 anos de existência neste mês de setembro. “Eu sempre quis dividir essa minha paixão com os outros meninos da minha idade, tantos os da minha época como com os de agora”, disse, não escondendo o amor pelo primeiro clube de futebol  profissional  que viu jogar.  Ferreira espera que o livro chegue ao conhecimento do clube e dos seus torcedores, cuja maioria, claro, é de paraibanos como ele. Ressalta, no entanto,  que a história não é só sobre futebol. "É tam...

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA

O MUNDO DE ANNE FRANK